ausência poética
um dia hei de gritar bem forte
pela poesia que me deixou cá,
a ver navios
e acenar
solitário:
céu vazio azul e mar...
a poesia nem sabe que o mundo está repleto
de histórias pra contar;
a poesia nem sabe do amor
que tenho pra dar.
a poesia só me quer deixar só
porque precisa,
porque é preciso me isolar.
mas um dia,
ela volta
num desses navios que vêm ao porto
e que procuram ancorar,
e há de vir
atenta,
ansiosa,
e desembarcará em mim
toda a sua vontade de estar.
pela poesia que me deixou cá,
a ver navios
e acenar
solitário:
céu vazio azul e mar...
a poesia nem sabe que o mundo está repleto
de histórias pra contar;
a poesia nem sabe do amor
que tenho pra dar.
a poesia só me quer deixar só
porque precisa,
porque é preciso me isolar.
mas um dia,
ela volta
num desses navios que vêm ao porto
e que procuram ancorar,
e há de vir
atenta,
ansiosa,
e desembarcará em mim
toda a sua vontade de estar.